sábado, 30 de janeiro de 2016

Eye of the tiger


It's the eye of the tiger
It's the thrill of the fight
Rising up to the challenge of our rival
And the last known survivor
Stalks his prey in the night
And he's watching us all
With the eye of the tiger

domingo, 17 de janeiro de 2016

Skyline


Soy el fuego que arde tu piel
Soy el agua que mata tu sed
El castillo, la torre yo soy
La espada que guarda el caudal
Tu el aire que respiro yo
Y la luz de la luna en el mar
La garganta que ansio mojar
Que temo ahogar de amor
Y cuales deseos me vas a dar?
Dices tu: mi tesoro basta con mirarlo
Y tuyo será, y tuyo será



 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Hiatus





















"And for how long I loved my lover?"




Eu ainda estou aqui. Até diria que a espera foi maior que o combinado. Os cinco minutos mais longos de nossas vidas. Mas eu sempre estive aqui. Numa página. Num poema. Numa linha. No outdoor. Eu só queria te ler melhor, e escrever sobre nós. Não existe hiatus no amor. Te segue, te vigia, te afronta. É sombra desprendida do seu corpo, mas te pertence. Fazemos música da cozinha ao chão da sala, e criamos planos sem o uso das palavras. Boa noite é uma promessa e fechar os olhos é a nossa maior intimidade. Não repara na demora. Porque eu ainda estou aqui.

Na pele, a carne que te marca. E no peito, a alma que te toca.

[Ana Andreolli]

terça-feira, 3 de novembro de 2015

Little things

"I won't let these little things
 Slip out of my mouth
 But if it's true
 It's you
 It's you
 They add up to
 I'm in love with you
 And all these little things..."


terça-feira, 20 de outubro de 2015

BackHug



"Em teu abraço eu abraço o que existe
 a areia, o tempo, a árvore da chuva
 E tudo vive para que eu viva:
 sem ir tão longe posso vê-lo todo:
 veio em tua vida todo o vivente."
                                        Pablo Neruda

domingo, 27 de abril de 2014

Adeus

"só a saudade fica
sem soluço ou solução..."

--

No terminal de Curitiba, uma garota bem jovem atendeu o celular :"Oi vó, sim. Estou indo, beijo".
Meu peito apertou, tem alguns meses que meu celular não toca, e a ficha não cai. Não tenho mais avós. Sem vô, nem vó. Se foram os paternos, se foram os maternos. Pois é, não tenho avós.
Acabaram-se aquelas histórias da roça, as fotografias velhas de cores desgastadas, os bolinhos de chuva em domingos reunidos, as vozes se misturando numa refeição conjunta.

Já não temos mais a casa cheia, e todos nós restamos aqui, nesse silêncio. Me senti tão velha e tão carregada de memórias, os meus ombros pesaram com a idade de minhas lembranças, não tenho mais vinte anos, mas arrisco dizer, sou muito jovem para ser triste.

Tenho saúde e anos promissores, tenho marido, casa, emprego, cachorro, e tenho filhos para ter.
Mas eu ainda sim, queria os avós. Os avós são nossa volta para a casa, são nossa ponte com a infância, e a gente até admite - Sim, já somos adultos -  mas ainda somos netos de alguém.

Dizer adeus aos avós é desistir da inocência da vida, é crescer sem a voz da experiência, é cair em abandono, é se entender pequeno, e ao olhar seus pais envelhecendo, sentir um grande medo. Ninguém gosta de pensar no inevitável, mas dizer adeus aos avós é encarar a morte de frente, é negar todos os aniversários, e repudiar a passagem dos anos.

Dizer adeus aos avós, meus caros, é se desiludir com o tempo.

[Ana Andreolli]

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Sumiço.

I think I'll miss you forever
Like the stars miss the sun in the morning skies
Late is better than never
Even if you're gone i'm gonna drive,
drive...

--

Sumi, porque não sei mais verbalizar.
Desaprendi a começar uma frase, desacostumei a falar de mim. Tudo mudou, eu mudei daqui, desapeguei de dentro para fora, já não sei escrever para me (des)culpar, e hoje sou cabível na simplicidade de ler. Leio todas as pessoas que conheço, aprendi a beleza de escutá-las e nessa minha reclusão, pouco falo, muito observo, e de tudo - um pouco- vivo.
Sumi daquilo que eu sabia de cor, dos meus gostos e amores, cai em desorientação, surtei sem pesos e medidas, e me isolei dos que supunham me saber. Quem diria que depois de alguns anos, nossas maiores intimidades dissipariam-se em frases curtas, frases de cansaço.
"Eu tô legal", nunca fez sentido nessa relação, mas quem diria que depois de alguns anos o drama iria ter tamanha proporção? E que depois de ter companhia, nenhuma saudade resistiria a solidão?

Quem poderia imaginar, meu amor, que sumir de você, significaria encontrar a direção?

[Ana Andreolli]

sábado, 8 de junho de 2013

Duo

I've got no destination
No place to call my own
-- 

Sou uma perdida que mal entende o que vê. Tem gente que é tão forte, e insiste em mim.
Quando eu digo "lidar comigo é um exercício constante", você ri. Meu caro, se eu tivesse vocabulário para te explicar, teria mais volumes que Musashi, e menos sentido que Woody Allen, e olha que eu tento. Tento mesmo. Ser menos relapsa, ver o lado bom de chorar, segurar sua mão, e admitir - sou menor do que supunha ser. E é tão mais fácil repetir " não é nada, não é nada", e quando o meu mantra se resumir em omissão, estarei sem companhia. E isso, meu bem, não combina comigo.
Eu sou do tipo que gosta que adivinhem, que gosta que se resolvam comigo, eu sou do tipo bem cretina, que acha que o mundo deveria compreender meu adorável silêncio. E isso, meu bem, não combina com você. Sabe, não é que eu me empenhe em te maltratar, mas acontece que a gente não acorda, toma um gole de café forte e puf, muda de opinião. É um processo, e eu descubro cada coisa, hoje sou amena, uma conotação de conhecimento, mas não quero estabelecer quem sou, não quero definir essa Ana, que já foi milhares de Anas, no passar dos anos. E não sendo o suficiente, de tudo que me perturba, o que realmente dói é não ser nada parecida com suas projeções.
E tem gente que é tão louca, mas tão doida, que insiste em mim.

[Ana Andreolli]

quarta-feira, 6 de março de 2013

Originals (1)


Here the things we should
scrub in their faces
Here the things we should
spit and say again
Here the things we should...
fighting an overhead
Here we go again
never lose in vain
never lose in vain
And the river says:
down, I'm comin' down...

[Ana Andreolli]


domingo, 20 de janeiro de 2013

Carta para o futuro.


Ribeirão Preto, dia 15 de agosto de 2003.

Oi. Eu tenho 15 anos e minha melhor amiga é a Caroline, estou no primeiro colegial e amo literatura.

Escrevo para mim mesma, pois daqui 10 anos pode ser que tenha inúmeras dúvidas e acredito que essa carta poderá me ajudar. Sabe o que você tem que fazer? Mudar. Isso mesmo.Seja lá o que esteja acontecendo, mude. Não deixe de fazer o que você ama, por favor, trabalhe com algo que te dê prazer, se você estiver fazendo isso, muito bem. Vamos para a próxima parte. Brigue menos com o seu pai, eu sei, eu sei, o Seu Wilman é muito difícil, mas ele te ama muito, sabia? O olho dele enche de lágrima e ele acha que você dará algum tipo de orgulho, então, faça o favor de suprir essa expectativa.

Faça aulas de canto, afinal, você precisa melhorar, precisa montar uma banda e mesmo que não ganhe nada com isso, sei que se sente o máximo no palco, sei que cantar te faz sorrir e é o seu dom, cuide dele. Ah, e sabe aquela viagem, de mochila nas costas, cara e coragem?
REALIZE-A. Por favor, por mim, por essa garota sonhadora, torne essa viagem uma realidade, uma grande história para os próximos anos.

Falando em sonhos, escreva aquele livro, realize um projeto social e conte como foi. Publique, e doe tudo. Não tenha medo de tentar e se falhar, não tenha medo de recomeçar. Aprenda um idioma, dois, se possível. Fale com o maior número de pessoas que puder, conheça culturas novas.

Tenha do seu lado alguém que te apoie, e te respeite, que olhe para você e tenha cuidado com os seus sentimentos, alguém que seja simples, uma pessoa de bom coração. Talvez você já saiba o que é amar, eu sou muito nova para imaginar, mas não pense muito, deixe as coisas acontecerem, tá?
E se algum dia se magoar, por favor, não desista. Lembra que você quer ser mãe? Não perca a fé nas pessoas, seu futuro filho merece uma mãe forte e amorosa, esqueça qualquer rancor. Você é boa.

Conheça o Brasil, conheça até aquelas cidades perdidas no mapa, sabe? Acampe, vá em muitos shows, tome banho de mar, de cachoeira, de mangueira. Se for para gastar seu dinheiro com algo, compre muitos livros, leia muito muito muito, de tudo, aprenda, tenha curiosidade e discorde de tudo e todos, sem perder a doçura, aprenda a aceitar opiniões. Se afaste de quem não te faz bem, você costuma ser muito bobinha, mas acredite, existe gente bem menor do que você supõe. Se afasta disso, você não vai precisar de nada e ninguém que não seja maravilhosamente incrível.

Que a Caroline ainda seja a sua melhor amiga, afinal, o que são 10 anos para um amizade que tem potencial para uma vida? E quando tudo parecer ruim, triste e perdido, lembre-se que você já teve 15 anos, e milhares de planos na cabeça, e enquanto eu sou apenas uma menina, você é o meu futuro e a minha única possibilidade de realização.

Quanto você já fez acontecer?

Carolina.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Fim do mundo...


e de um belo começo
perdeu-se o fio
do olhar cruzado
das mãos dadas
da meada

eu me acabei
no choro
no lamento
pobre de quem se foi
e não me viu ficar

aquela nossa profecia
não aconteceu
mal começamos
e lá se foi o senso,
e todo o tempo

no entando,
seremos citados,
duramos numa vida
e terminamos numa frase

"a gente acabou"
- e nosso mundo também.

[Ana Andreolli]

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Bom tempo.

Eu conhecia uma garota incrível. Poucas pessoas já me fizeram rir como ela.
Não, não era só coisa de riso, era alegria exaustiva, era vontade de acordar escutando aquela voz. Muitas vezes pretendia dizer como tudo se transformava em sua presença. Agia feito uma doida, ou tola, enfim, eu até cheguei a ensaiar as falas, decorei diálogos, e escrevi milhares de frases soltas, quem sabe, ocasionalmente, não fossem ditas? E de repente era saudade, de repente era timidez, e de repente eu disse te amo, e as coisas ficaram sérias. Alheia a minha compreensão, tudo foi despencando sem resgate, e começou a ser avesso. Era tanto medo, e vontade de ficar perto. Era tanta coisa, como foi sobrar tão pouco? Era para chorar, quem sabe explodir, ou gritar, era para te ligar. Ou me calar, para não te ofender com minha pertinência. Como foi que eu não entrei naquele avião? Como eu não fiquei horas em um ônibus? Como eu não te poupei dessa aflição? Deveria ter feito qualquer coisa, por menor e miserável que fosse, e dito algo, mesmo que fosse não.
Não fecha a porta, não me esqueça, não me odeia, e não me deixa ser idiota. E depois de você, foi bem isso que me restou. Um monte de caco de mim, um monte de merda que eu sentei, e acabei com qualquer possibilidade de você se lembrar de nós.

"But you treat me like a stranger and that feels so rough.  No, you didn't have to
 stoop so low.  Have your friends, collect your records, and then change your number. 

 I guess that I don't need, that though. 
 Now you're just somebody that I used to know".

Eu conhecia uma garota incrível.  Já não conheço mais.


[Ana Andreolli]

Youtube

Loading...